quinta-feira, 13 de maio de 2010




O IMUSES é uma instituição de formação e aperfeiçoamento ministerial voltada para a música. Os estudos podem abranger tanto a Música Sacra Erudita quanto a Música Sacra Contemporânea.
Estão sendo oferecidos, no momento, cursos de aprimoramento para aqueles que atuam em bandas, ministérios de louvor, coros e outros, dentre os quais destaco:

- TÉCNICA VOCAL PARA GRUPOS, COROS, ETC.
- HARMONIA E IMPROVISAÇÃO
- REGÊNCIA
- PERCEPÇÃO MUSICAL

Todos os cursos possuem tempo de duração e certificação após a conclusão do programa de estudos.

Em breve:
- FORMAÇÃO MINISTERIAL EM MÚSICA SACRA CONTEMPORÂNEA

Maiores Informações:
(27) 3052-2592

Cidade: Vila Velha/ES
E-mail: institutodemusicasacra.es@gmail.com

www.imuses.cjb.net

** As aulas estão sendo oferecidas no espaço do Núcleo Integrado de Música, em Vila Velha/ES

domingo, 18 de abril de 2010

Livro "FALANDO SOBRE HARMONIA FUNCIONAL"




Adquira o livro FALANDO SOBRE HARMONIA FUNCIONAL, um trabalho que
aborda desde os fundamentos em harmonia como a formação das escalas e dos acordes e noções sobre intervalos, até mesmo temas mais aprofundados como resoluções, uso de dissonâncias, campo harmônico, funções tonais dos acordes, harmonia modal e outros. Esta obra traz um conjunto de informações para o músico prático, sem formação acadêmica ou mesmo formação em cursos livres. Entretanto, devido a sua ampla abordagem, pode ser aplicada como base para cursos dedicados a matéria. O músico Sylas Motta já reconhecido na matéria proposta, traz para esta obra a sua experiência profissional como professor, simplificando a linguagem e desmistificando a Harmonia Funcional. REGISTRO NA BIBLIOTECA NACIONAL BN - 314.023 Livro: 573 Folha: 183 2004

sábado, 13 de março de 2010

MINISTÉRIO DE MÚSICA - ORIGENS BÍBLICAS

O Ministério de Música é Bíblico. A Bíblia nos mostra que foi instituído por Davi, logo após sua investidura como rei de Israel. Podemos encontrar na Bíblia Sagrada que Davi organizou o Ministério de Música em três etapas:

· Ele ordenou aos chefes das famílias levíticas que designassem uma orquestra e um coro para acompanharem o transporte da arca até a tenda em Jerusalém (I Crônicas 15:16-24).

· Após a colocação da Arca na tenda, em seu palácio (I Crônicas 15:1-3), Davi determinou o canto na hora do sacrifício (I Crônicas 16:4-6, 37-42). Um grupo cantava diante da Arca, sob a liderança de Asafe (I Crônicas 16:37) e outro grupo cantava diante do altar em Gibeão, sob a liderança de Hemã e Jedutum (I Crônicas 16:41-42).

· A última etapa da organização do ministério de música por Davi, aconteceu no final de seu reinado quando ele estruturou a música que seria utilizada no templo de Salomão que seria realizado no templo que Salomão construiria (I Crônicas 23:2-26:32).

O Ministério e fundamentado em Princípios Espirituais

Sendo o Ministério de Música Bíblico o mesmo também tem as suas características. Devemos lembrar que o Ministério de Música instituído por Davi estava fundamentado em princípios espirituais.

I Crônicas 25 vemos: inicia dizendo: "Davi, juntamente com os chefes do serviço, separou para o ministério..." (25:1). O termo ministério (hebraico = sharath) era usado para expressar a idéia de ministração profissional ou sacerdotal. No Novo Testamento, o termo característico é diakonia ou um serviço que deve ser prestado a Deus e aos irmãos (Mateus 20:28; Marcos 10:45). Jesus é o referencial ou o exemplo de servo.

O músico é alguém vocacionado para um serviço especial: "São estes os que Davi constituiu para dirigir o canto na Casa do SENHOR, depois que a arca teve repouso. Ministravam diante do tabernáculo da tenda da congregação com cânticos, até que Salomão edificou a Casa do SENHOR em Jerusalém; e exercitavam o seu ministério segundo a ordem prescrita." (I Crônicas 6:31-32).

O Ministério deve ser composto por pessoas separadas

"Davi, juntamente com os chefes do serviço, separou para o ministério..." (25:1). O integrante do ministério era alguém separado.

O Membros do Ministério precisam ser santos

O levita é alguém eleito, competente e santo ou qualificado espiritualmente. Davi declarou: "E lhes disse: Vós sois os cabeças das famílias dos levitas; santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do SENHOR, Deus de Israel, ao lugar que lhe preparei. Pois, visto que não a levastes na primeira vez, o SENHOR, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque, então, não o buscamos, segundo nos fora ordenado. Santificaram-se, pois, os sacerdotes e levitas, para fazerem subir a arca do SENHOR, Deus de Israel." (I Crônicas 15:12-14).

O Ministério de Música precisa ser organizado

Deve ter um comando

"Davi, juntamente com os chefes do serviço..." (I Crônicas 25:1). Os músicos trabalhavam sob a direção de encarregados e "debaixo das ordens do rei" (25:2). Os filhos cantavam e tocavam debaixo da autoridade familiar: "Todos estes estavam sob a direção respectivamente de seus pais, para o canto da Casa do SENHOR, com címbalos, alaúdes e harpas, para o ministério da Casa de Deus, estando Asafe, Jedutum e Hemã debaixo das ordens do rei." (I Crônicas 25:6).

Cada componente com sua função

Eles trabalhavam em lugares determinados e em turnos. "Deitaram sortes para designar os deveres, tanto do pequeno como do grande, tanto do mestre como do discípulo." (I Crônicas 25:8). Uns tocavam e cantavam defronte da arca e outros diante do tabernáculo. (I Crônicas 6:31-32).

O Ministério tem a função de Louvar e Adorar

"Designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do Senhor, e celebrar, e louvar, e exaltar o Senhor, Deus de Israel". (I Crônicas 16:4) Os três verbos usados neste texto - "celebrar", "louvar", e "exaltar" indicam que o ministério da música visava à adoração a Deus.

A Figura do Ministro de Música

A figura do(a) ministro(a) de música ainda é muito nova nas igrejas batistas do Brasil quando comparada aos Estados Unidos que surgiu no início do século XX mas só veio a se popularizar por volta de 1945-1950 (Jubilate, p. 62). Chamamos de ministro(a) de música, aquele(a) obreiro(a) vocacionado(a), formado(a) como bacharel em música sacra por uma de nossas instituições teológicas e ordenado(a) por uma igreja para servir nessa área de atividades. O(a) ministro(a) de música é mais do que um(a) musicista.

Tal como o Pastor da igreja, o Ministro de Música também trabalha discipulando os seus liderados dentro da Música e do que é a adoração e ou louvor ao nosso Deus. Sendo assim ele tem autoridade espiritual sobre os seus liderados, ensinando e exortando. É diferente da figura do Ministro de Louvor, que normalmente ministra nas igrejas à frente de bandas.

Donald Hustad diz que os ministros de música são realmente músicos profissionais, não somente dirigindo e promovendo a música em suas igrejas, mas às vezes servindo regendo, cantando ou tocando. Diz ele ainda que tais ministros atuam como educadores de música levando a igreja a entender e a cantar a música em vários estilos, na proporção apropriada e com precisão harmônica (Jubilate, p. 61). Há muito o que fazer no campo da educação musical de uma igreja.

Infelizmente a figura do Ministro de Música muitas vezes chega distorcida nas igrejas. Normalmente imagina-se que Ministro de Música é aquele que ministra nas igrejas à frente de algum conjunto. Há também essa confusão entre muitos pastores o que gera, muitas vezes, uma relação ministerial conflitante. Há ainda muitas lideranças e mesmo liderados que preferem caminhar em apenas uma linha musical. Não vejo nada de errado se uma denominação prefere algo mais tradicional ou mesmo algo mais contemporâneo. O grande problema é quando limitamos o louvor a determinado estilo, o que acontece muitas vezes na área da música. Quando não é a liderança procurando implantar “a sua visão”, são os liderados querendo que a música siga o caminho que eles acham mais conveniente. Na verdade, o conveniente é seguir o caminho da Palavra de Deus, que nos mostra que o louvor deve ser eclético. Em Colossenses 3:16 podemos encontrar a expressão “louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais”. A citação de hinos e cânticos nos mostra a presença de estilos musicais diferentes.

Mas isso poderemos conversar mais profundamente em outra oportunidade.

Fiquem na paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

Com carinho,

MM. Sylas Motta


terça-feira, 5 de maio de 2009

SALMOS, HINOS E CÂNTICOS ESPIRITUAIS...

“Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”, Ef 5: 19.


Posso destacar, com toda a certeza, que a música exerce um papel importante nas igrejas cristãs. O cristianismo é a única manifestação religiosa que canta. Nos cultos de hoje percebemos uma invasão dos chamados cânticos, muitos deles com suas letras de auto-ajuda, mas que tem o seu espaço em boa parte dos cultos nas igrejas cristãs dos dias de hoje. Não muito tempo atrás, tínhamos em várias denominações, a presença dos tão conhecidos hinos dos hinários como o Cantor Cristão, o Hinário para o Culto Cristão, Salmos e Hinos, Harpa Cristã, etc. Trata-se de um repertório valioso por sua riqueza de mensagem e história, mas que hoje caíram praticamente no esquecimento.

Mas olhamos que a Palavra de Deus menciona, no novo testamento, os salmos, os hinos e os cânticos espirituais, isso ainda na época dos apóstolos nos primórdios da igreja cristã. Mas o que seriam então os Salmos, os Hinos e os Cânticos Espirituais? Faria sentido a Palavra de Deus usar termos diferentes em um mesmo versículo com um mesmo significado? Certamente que não.
Primeiramente vamos comentar um pouco sobre o que seria cada um deles. Quando a Palavra de Deus fala em Salmos, refere-se ao livro de Salmos que integra os livros do Velho Testamento. O livro de Salmos nada mais é do que uma coleção de Cânticos Espirituais compostos em louvor ao nosso Deus nas mais diversas situações. Há cristãos que não se dão conta de que o livro de Salmos é composto por letras de cânticos de louvor a Deus. Obviamente não temos em nossas mãos hoje a melodia escrita destas composições, infelizmente, mas a riqueza e a profundidade das letras não pode ser ignorada. É possível que, na época dos apóstolos, tais melodias fossem ainda conhecidas. É possível que tais letras tenham sido novamente musicalizadas na época dos apóstolos, isso não temos como saber. E sabendo que o livro de Salmos é composto de Cânticos Espirituais, o que seriam então esses cânticos e por que eram chamados de Espirituais? Um Cântico Espiritual tem sua letra originada em uma experiência pessoal, porém seu objetivo é louvar e engrandecer ao nosso Deus por uma benção alcançada. Vemos exemplos de Cânticos Espirituais na própria Palavra de Deus, como o Cântico de Moisés e o Cântico de Rute. O Cântico Espiritual, apesar de ter origem em uma experiência pessoal, aponta para o alto, para o nosso Deus, louvando e engrandecendo ao seu nome. Infelizmente não é o que vemos nas letras dos cânticos na atualidade, onde o foco passou a ser o ser humano, a sua necessidade de uma benção na sua vida financeira, na sua saúde ou seja lá que motivo for. O Hino é uma das formas musicais mais antigas e presentes em todas as culturas, inclusive na cultura cristã. Vemos os hinos presentes na representação de cada país (hino do Brasil, da Inglaterra e outros), os hinos marciais e outros. Uma característica do Hino no cristianismo é que o mesmo não tem origem na experiência pessoal do compositor e muitas vezes transcorre como se contasse uma história. Dá para perceber que os hinários não são compostos apenas por hinos, não é verdade?
Agora vamos refletir mais profundamente sobre texto base deste pequeno estudo:

“Falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”, Ef 5: 19.

Se formos abrir um pouco mais a nossa visão sobre o texto de Efésios, vamos notar que Paulo cita alguns elementos, os salmos e mais dois estilos musicais (cântico e hino) onde um deles, os hinos, não eram uso restrito à igreja cristã primitiva, estavam também presentes na cultura de vários povos da época. Podemos notar que Paulo tem uma visão eclética sobre a música no culto. Nos dias de hoje temos diversos estilos musicais, taxados como mundanos, que são desprezados em algumas denominações. Outras desprezam os hinos, taxando-os também de ultrapassados. Interessante, os hinos são inspirados na Palavra de Deus, não me parece muito adequando afirmas que os mesmos são ultrapassados. Se o problema é o fato da música ser antiga, vemos hoje uma crescente valorização da música erudita no mundo. Será que os evangélicos são tão pobres culturalmente que excluem um repertório tão rico em música e em conteúdo por concluírem que suas músicas são ultrapassadas? Na verdade há mais preconceito do que fundamentação em tais afirmações. Há líderes que querem moldar suas igrejas segundo seu gosto pessoal. Alguns acusam os tradicionais de serem radicais, mas vejo também muito radicalismo nos movimentos renovados. Basta notar que também não permitem ou limitam músicas de estilos mais antigos e eruditos, mostrando que também estão no grupo dos radicais que tanto condenam. Na verdade essa visão deturpada e preconceituosa hoje afeta tanto grupos tradicionais quando renovados. Mas a visão eclética de Paulo seria hoje o mais conveniente a todos os grupos. Nossos cultos deveriam valorizar a música antiga, bem como a nossa música brasileira e outros estilos que possam ser empregados em um culto racional. Muitos líderes afirmam que a igreja deve evoluir para não perder a juventude. Mas isso não faz sentido para justificar tal posicionamento. A juventude mundana que aprecia a música clássica cresce a cada dia, porque os jovens cristãos tem que ser privados desse contato já que o repertório dos hinários também é erudito. Muitas igrejas católicas ainda mantém sua liturgia de música fora do contexto atual e eu não tenho visto os jovens deixarem o catolicismo por causa da forma musical das missas. Também tenho visto um crescimento no número de jovens nas igrejas adventistas, que mantém uma estrutura de culto mais tradicional. A forma musical não pode justificar o radicalismo de igrejas que desprezam seus hinários ou de igrejas que apenas dão valor aos hinários, desprezando os cânticos, embora compreendo que as letras de muitos cânticos realmente deixam a desejar.

Que possamos refletir e abrir nossas mentes para uma nova realidade musical, onde possamos desfrutar da boa música cristã dos nossos hinários, em conjunto com a riqueza da música dos dias de hoje, desde que tragam um conteúdo que realmente exalte e adore o nosso Deus.

Fiquem na paz do Senhor,
Ministro de Música Sylas Motta

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Uma Ilustração que reflete a realidade de nossas igrejas...

Amados,
Recebi um e-mail com uma ilustração muito interessante do Pr. Júlio Oliveira Sanches.
Creio que o texto, por si só, já pode nos levar à reflexão.
Que Deus possa abençoar a todos nós na nossa jornada.
Com amor,
MM. Sylas Motta


LIQUIDAÇÃO DE PANETTONES

Em novembro a peça com quinhentos gramas custava R$ 16,88. Na semana que antecedia o Natal baixou para R$ 12,56. Logo após o Natal, antes do dia primeiro do janeiro, comprava-se o mesmo produto por R$ 8,32. Na primeira segunda-feira de 2009, dia 5, estava em liquidação a R$ 2,98. Feliz, minha esposa comprou uma peça com pingos de chocolate, para o neto que alegrava a casa desde o início de dezembro. Netos merecem panettones com pingos de chocolate. Embora a minha preferência seja para os que contém frutas cristalizadas, prevaleceu a preferência do neto. À proporção que a idade chega, nossas preferências são descartadas em função dos mais novos. Nenhuma novidade nisso.
Após pagar as compras e dirigir-nos ao estacionamento, o locutor anunciou que agora "era para acabar". O preço baixou para R$ 1,48. Caso houvesse aguardado mais alguns minutos, minha amada teria economizado R$ 0,50. Peguntei-lhe se não desejava voltar e comprar mais um para as outras netas. Claro que não! Não pelas netas, mas por sentir-se ludibriada. Enquanto eu me divertia, somos um casal divertido, a nossa moda, é claro; ela reclamava da injustiça e insinceridade da promoção. Por que não um preço único na promoção ou queima de estoque? Bem, disse-lhe, a expectativa e o improviso fazem parte do marketing que atrai o cliente. É o que vemos nas diversas liquidações de início de ano. Os preços caem, mas o produto, às vezes, é o mesmo.
Liquidações são bem vindas para os que temos menor poder aquisitivo. Na maioria dos casos o produto tem um pequeno defeito. Não foi aprovado pela produção. Não passou no teste ou inspeção de qualidade dos olhos de lince dos que procuram defeitos. Descartá-lo é uma possibilidade. Vendê-lo por preço menor é outra, com aviso de que não será trocado e não foi aprovado pela qualidade. Compra quem quer. Mas sem direito à reclamação. Nem sempre é bom arriscar. Mas no caso do panettone, apenas o tempo de validade para consumir era menor. Sem riscos desagradáveis para a saúde.
Ao ver tantas liquidações na cidade. As filas intermináveis. Pessoas que dormem na fila para conseguir os melhores objetos. Gente carregando geladeiras, aparelhos de TV, liquidificadores, em carrinhos de pedreiros. As lojas não entregam produtos liquidados. Embrulhos e mais embrulhos, e alguns produtos não são embrulhados. A ânsia por adquirir. Gente com três batedeiras. Outros com dois fogões. Somos obrigados a filosofar com os nossos botões, que não estão em liquidações. Será que os compradores precisam de tais objetos? Caso não, compensa comprar, só por que é mais barato? A economia familiar e a administração das finanças domésticas recomendam a não aquisição do que não precisamos. Mas quem resiste à propaganda? O poder da mídia? Um panettone, de marca famosa, a menos de um real? Defeitos não contam. Em outras circunstâncias seriam considerados. Em liquidação não.
Fui tentado a fazer uma lista das liquidações que temos promovido em nossas Igrejas nestes últimos anos. Pastor só pensa em Igreja. Deveria ocorrer uma liquidação do pensar, mas não há. Assim, pois, listei alguns dos muitos produtos liquidados a preços irrisórios, para gáudio da clientela.
Comecei com a música nos cultos. Liquidou-se a boa música dos cultos. Produtos de terceira categoria tomaram o lugar da música sacra. Produtos com defeitos vários. Doutrina estranha. Teologia suspeita. Conceito de louvor deturpado. Ortografia, não a nova, mas a antiga desrespeitada. Mistura de pronomes com verbos em tempos diferentes. Heresias, as mais variadas. Mensagens, nem pensar. Ninguém resistiu. As filas crescem e hoje temos todo barulho da liquidação nos cultos. O vozerio dissonante da multidão, sem ritmo e compasso, consumindo "música" de péssima qualidade para louvar. Não importa o resultado. Custa menos. Não precisa estudar. Tampouco ensaiar. Qualquer barulho serve. Algumas Igrejas, sem condições de impedir a liquidação, construíram roldanas de acrílico para o baterista e a bateria, que faz de conta que toca enquanto o povo faz de conta que ouve. Liquidação horrível. Nada contra a boa bateria bem tocada.
Liquidaram a EBD. Estudo bíblico é produto ultrapassado. O negócio agora é celebrar. Jogam-se alguns textos desconexos no multimídia e o povo faz de conta que lê a Bíblia. A maioria não é capaz de separar as profecias de Ezequiel das "possíveis escatologias de Jaconias". Antes que você creia que se trata de um profeta em liquidação, adianto-me a dizer-lhe que não existe. Analfabetismo bíblico total. Custa menos. Povo analfabeto é mais fácil de ser dominado. Não doutrinar. Examinar o texto. Extrair a sua verdadeira mensagem, sem trair o seu contexto e conteúdo é mais barato. O resultado não se faz esperar. Crentes carregando a fé em carrinhos de pedreiros. Nada contra os bons pedreiros. Salvos alimentados por doutrinas e pelos milagreiros da TV, custam menos.
A família liquidou o culto doméstico. As novelas custam menos, com resultados imediatos. As mini-séries valoram vidas desregradas, com estímulo aos jovens a seguir o exemplo. Isto é: drogas. Incestos. Gravidez precoce. Relacionamentos, sem casamentos. Namorados assassinando as namoradas que se recusam continuar o relacionamento. Leia-se: recusam os motéis movidos a gasolina e os fixos à beira das rodovias. Educar filhos dá trabalho. Cuidar de netos, sem pais definidos, é mais barato. Pobre família que liquidou o culto doméstico.
Alguns púlpitos liquidaram a mensagem bíblica. Celebra-se a mediocridade, sem conteúdo bíblico. O povo não suporta a Bíblia. Manter um bom auditório oferecendo o que o freguês quer, jamais o que precisa, é mais barato. Alguns "milagres". Muita energia e bastante sudorese. Nada de reflexão. Convite ao arrependimento, palavra em desuso, agride. Levar os salvos a refletir custa caro. É mais difícil ludibriar quem pensa. É mais fácil ser apóstolo, profeta, bispo e dizer que teve uma visão. Cegos que não enxergam aceitam profecias esdrúxulas. Visões descabidas. Revelações alucinógenas. Pecado deixa de ser pecado. Pecador se transforma em alguém sem Igreja, que precisa de comunhão, não de arrependimento. É mais barato. O mundo evangélico está em liquidação. Não precisa mais de cruz. Não precisa mais morrer para viver, (Lucas 9:23-24). Basta colocar no carrinho e levar a preços módicos.
Há muitos outros produtos em liquidação. O espaço não permite mencioná-los. O preço baixou. Aproveite. Entre na fila e adquira, via carnê bancário, um lugar no céu. Prefiro a liquidação de panettones. É mais honesta.
Pr. Julio Oliveira Sanches

domingo, 28 de dezembro de 2008

A Música na Igreja dos Nossos Dias


Meus amados irmãos e demais vistantes desse blog. Falar sobre música na igrea hoje torna-se um assunto complexo devido as diversas visões de lideranças que, muitas vezes, preocupam-se mais em fazer a vontade do povo do que seguir os padrões verdadeiramente cristãos hoje tão banalizados principalmente no meio da música.
Vivemos hoje um momento regado de preconceitos de movimentos onde temos os grupos denominados tradicionais e grupos denominados renovados (além de outros que não se encaixam em lugar nenhum). De um lado os tradicionais que não abrem mão de novas formas de expressão em seus cultos, cercados de preconceitos com instrumentos, formas musicais e outros. Do outro lado temos os ditos renovados que se autoproclamam isentos de pensamento preconceituoso, mas que na prática, atacam e condenam o uso de hinários, coros e outras formas de arte tão valorizadas nos cultos tradicionais, mostrando também que os ditos renovados não estão excluídos dos grupos preconceituosos que tanto atacam.
É importante observar que o preconceito, normalmente, parte da liderança da igreja local ou congregação. Para ilustrar isso eu pessoalmente posso testemunhar o que ouvi de um pastor em uma igreja. Esse pastor expôs para mim afirmações como: regência é uma coisa totalmente utrapassada; canto mais da metade do cantor cristão de cór (pouco para uma pessoa que teve a vida toda ativa em uma igreja batista, mas vamos lá) e digo que há relíquias que deveriam ser admiradas apenas em um museu (em uma conversa onde questionava a falta dos hinos e outras formas de arte nos cultos daquela igreja), dentre outras afirmações que não valem nem mesmo a pena serem colocadas aqui neste blog.
Um dos grandes problemas que vejo é que as lideranças (pastores) e a própria igreja enxerga o Ministro de Música apenas como uma pessoa contratada para cuidar da área da música. Esquecem-se de que, antes de tudo, o Ministro de Música também é um adorador, e é através da regência congregacional, da regência coral, que o Ministro de Música adora ao nosso Deus. Tal como temos irmãos que adoram a Deus com suas músicas especiais, o Ministro de Música adora a Deus com sua regência e seu trabalho dedicados a Ele. Quantas vezes presenciei manifestações públicas por parte de irmãos do tipo: irmão, como Deus me tocou através da sua regência. Os que questionam e colocam algumas formas de arte como antiquadas, certamente o fazem por uma posição preconceituosa onde o seu gosto pessoal impera sobre aquilo que é benéfico para toda uma igreja ou congregação.
E levados por esse movimento preconceituoso, temos hoje cultos sem nenhuma expressão artística, regados de cânticos vazios de letra, onde o ser humano e seus problemas passam a ser o motivo principal dessas letras, praticamente letras de auto-ajuda, e os hinos que falam do amor de Deus, da soberania de Deus, de tantos temas sempre direcionados para Deus (motivo e alvo da nossa adoração) e não para o ser humano, ficam esquecidos. Isso, nossos hinários foram respingados por esta tendência reducionista, como afirma nosso amado Pastor Nelson Bomilcar em um de seus artigos no seu site, e hoje vivemos total desprezo por nossas igrejas desses hinos que são verdadeiramente edificantes e, como o próprio Pastor Nelson Bomilcar diz, "compostos por gente de Deus séria e inspirada".
Mas o que seria um culto equilibrado e sem uma visão preconceituosa? Certamente seria um culto onde todas as manifestações equilibradas de arte (porque nossos cultos também tem que ser com ordem) possam estar inseridas nele. Assim teremos os hinos regidos, os coros, os cânticos espirituais com os ministérios de louvor, a coreografia, tudo encaixado, equilibrado para a honra e a glória do nosso Deus. Expressões como acho antiquado, ultrapassado, ou não gosto disso ou daquilo não cabem em lideranças e igrejas que querem realmente louvar ao Senhor com arte. Interessante que vivemos hoje um momento de valorização da música erudita pelo mundo, com uma grande movimentação das orquestras no Brasil, e nossas igrejas vemos justamente um esvaziamento dessas expressões artísticas.
E como consequência disso, temos hoje letras vazias e formas estranhas de culto, bombardeando nossos membros com mensagens vazias de conteúdo bíblico, juntamente com uma liderança que procura fazer aquilo que o povo quer e não aquilo que a bíblia ensina, contribuido para a formação de crentes vazios e cheios de não me toques.
Uma vez ouvi de um pastor que o ministério de louvor (nome dado as equipes de louvor que atuam nos cultos) é local de oportunidade e realização pessoal principalmente dos jovens da igreja. Meus irmãos, onde está escrito isso na Bíblia? Ministério de louvor e local de gente consagrada e de pessoas comprometidas com o evangelho, para difundir a palavra de Deus através da música e não um local de oportunidade.
Mas não vamos entrar nesse assunto agora pois será alvo de um estudo bíblico sobre o mesmo.
Mas que fique essa mensagem nos seus corações e que possamos refletir para que nossos cultos possam ser cada vez mais edificantes.
Com amor,
MM Sylas Motta